BLOGME TENDAL DXLIV: Peregrino

20 Fev BLOGME TENDAL DXLIV: Peregrino

À vista extasiada da catedral, á fim, as roupas póstranse diante das torres, depois de um longo caminho purgando os pecados dos corpos que as vestiram.
Onde ficou quem as vestisse, não interessa. Estas roupas fizeram o caminho em ausência de corpo portante, elas só. A funda e mais o saco de dormir.
A roupa sabe muito da humanidade. A roupa sabe que a roupa suja, e que se lava, e que se volta sujar e se volta lavar e…
… e não há penitência, quem inventou isso? Há vida que se vive.
E, a vezes, a roupa gasta-se; a vezes, a roupa rompe.
Mas, sempre, lava mais o xabrón do que qualquer confessâo.

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