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BLOGME TENDAL CDXIX: Estendal de copla

Os trapos também namoram Manuel, Manueliño, a túa chaqueta ben cheira, cheira a rosa, cheira a flor, cheira a flor da laranxeira Non hai flor, non hai flor, Maruxiña, non hai flor como a túa e a miña; non hai flor, non hai flor, Maruxeira, non hai flor como a da laranxeira....

BLOGME TENDAL CDXVII: Na lareira

A pedra guarda a lembrança do lume velho. As pedras todas guardam a lembrança do calor dos tempos frios. A roupa a secar é um tributo da memória das mãos que quenceron naquele calor ao virem do frio. Quando se voltam vestir, essas roupas dão um...

BLOGME TENDAL CDXVI: Foise embora.

Despiu-se e foise embora. Deixou a casa arranjada e a roupa lavada e foise embora. Não deixa atrás miséria nenhuma. Para que? Sabe que a vida é manchar-se e limpar-se e saber limparse. Uma vez e mais outra vez. Marchou despida, limpa e ligeira. Não necessita voltar. O mundo...

BLOGME TENDAL CDXV: À espreita

Olham, só olham. Não se sabe se esperam. Nem se sabe ao que olham. Mas olham com olhada cega. À espreita. Enquanto arejam pela fresta da janela espreitam e inquietam. Se me detenho, desafíam; se olho, enfrentam; se apresso ...