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BLOGME TENDAL CCLXXV: Estendal de proa

As cordas soltas, penduradas, lasas. Mortas. Até que o pau da esfregona transmuta-se em bauprés, ariete que fura o mundo e afirma a estrutura do estendal, convertendo as cordas em cabos, os lenços em foques, as pinzas da roupa em gratís. Em quanto levante vento abondo,...

BLOGME TENDAL CCLXXIVI: De festa

Ontem houve festa. Fica a pegada no vestido, vermelho alegre, em forma de olor ao suor e ao sorriso e ao baile. Há que lavá-lo a parte? Sim, porque senão dilúese a alegria. E porque hoje há mais. ...

BLOGME TENDAL CCLXXIII: Deitadas

Sem molas da roupa, sem nada. Eis estão, tiradas na limiar da janela. Que imprudência, nao é? E se levanta o vento de repente? Alá vão é-las todas pelo ar adiante. Suponho que não o farão por mal. Que o farão porque não têm estendal....