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BLOGME TENDAL CCLVII: Emburulho

Roupas não identificadas, presas com uma pinza onde lhe cadrar. Sem jeito. Não se sabe que são. Não deve importar também não. Só que sequem, que estejam listas para serem usadas mais uma vez. E pronto. Para isso é a roupa, para vestir, nâo é? O resto é...

BLOGME TENDAL CCLV: Não se querem

A roupa da primeira corda é roupa de vestir, e a roupa da corda de atrás é roupa de dormir. A roupa de vestir não quer trabalhar: Quer ir à cama. A roupa de dormir também não quer trabalhar: Não quer que ninguém se meta na...

BLOGME TENDAL CCLIV: Anunciação

O anjo do senhor anunciou a María que já tem a roupa seca. A sua e a da sua pequena. Que não parece que vá chover, mas a roupa seca não faz nada no estendal. A roupa já pede que a recolham e a vistam...

BLOGME TENDAL CCLII: Cacho

Como um cacho de uvas que medra na vinha do estendal. Apanham-se as prendas como se uvas fossem. Põem-se as prendas como se uvas comesses. Quem as comera! Como um caravel de ar (cravo do mato, tillandsia), que se alimenta das olhadas de quem passa....