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BLOGME TENDAL CCLXXXII: Homem tinhas que ser

Mas se ainda tinha corda! Que desleixado. Essas roupas não estão estendidas: estão tiradas de qualquer maneira, sem jeito. Como quem di: Já secareis se quereis! Assim não se faz “HOMEM!” que logo quem fica mal és tu.    ...

BLOGME TENDAL CCLXXXI: Económico

Poupas, olha. Em ferro e em armarios e perfume Assim como a estendes para que seque, já que as pós em cabides, já ficam esticadinhas (daquela maneira) como se lhes passa-ses o ferro. E se é um sítio no que não chova (e aqui chove quase...

BLOGME TENDAL CCLXXV: Estendal de proa

As cordas soltas, penduradas, lasas. Mortas. Até que o pau da esfregona transmuta-se em bauprés, ariete que fura o mundo e afirma a estrutura do estendal, convertendo as cordas em cabos, os lenços em foques, as pinzas da roupa em gratís. Em quanto levante vento abondo,...

BLOGME TENDAL CCLXXIVI: De festa

Ontem houve festa. Fica a pegada no vestido, vermelho alegre, em forma de olor ao suor e ao sorriso e ao baile. Há que lavá-lo a parte? Sim, porque senão dilúese a alegria. E porque hoje há mais. ...