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BLOGME TENDAL CDXXI: Estendal mareiro

O vento mareiro seca, areja e dá arrecendo. Leva dosificador incluído, que faz com que não seja excessivo senão sugestivo, nessa dose que abre os teus apetites todos e dá vontade de satisfazê-los todos. Estendendo a roupa assim não precisas perfume, e menos do caro. Algum perfumista...

BLOGME TENDAL CDXX: Esperando esperançoso

Uma casa não são pedras assim como um estendal não são roupas: Este estendal é a esperança. A casa está em obras. Não está para viver e ainda lhe falta, mas já tem o estendal . Coberto e arejado, abrigado da chuva ao alcance do...

BLOGME TENDAL CDXIX: Estendal de copla

Os trapos também namoram Manuel, Manueliño, a túa chaqueta ben cheira, cheira a rosa, cheira a flor, cheira a flor da laranxeira Non hai flor, non hai flor, Maruxiña, non hai flor como a túa e a miña; non hai flor, non hai flor, Maruxeira, non hai flor como a da laranxeira....

BLOGME TENDAL CDXVII: Na lareira

A pedra guarda a lembrança do lume velho. As pedras todas guardam a lembrança do calor dos tempos frios. A roupa a secar é um tributo da memória das mãos que quenceron naquele calor ao virem do frio. Quando se voltam vestir, essas roupas dão um...